segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Sexo, sexualidade, idêntico e identidade

Já existem na gramática
Todos os substantivos e sujeitos
A mudança dos tempos 
E a metamorfose da língua
Nos obrigam a acrescentar
Aos substantivos próprios comuns
Aos comuns de dois gêneros
Os incomuns
Os comuns aos dois gêneros
Que são mais comuns agora
Devido aos sujeitos
Ocultos 
Que agora tendem a revelar-se
Outros tipos
Os indeterminados
Os transgêneros
Que é um gênero determinado
Pela essência do indivíduo
E pela compreensão do próprio eu
Eu enquanto id e ego
Não vamos colocar os pronomes nessa história
Eles subsituem os substantivos
Enquanto sujeito 
E isso seria desastroso agora
Melhor mesmo
Continuar apenas com as coisas 
De entendimento intuitivo
Tipo aplicativos android 
Sei que a visão simplista das coisas
Parece covardia às vezes
Mas a complexidade 
Às vezes pare o prolixo
E comumente rejeitamos o que não entendemos
 
Todos os substantivos são comuns
A humanidade
Todos os sujeitos são simples
Humanidade 



sexta-feira, 2 de junho de 2017

Poema do tempo que a virgindade tinha valor

Venho atravessando os tempos
Vivendo em eras diferentes
Tudo muda muito mesmo rapidamente rapida mente
Mente
A era primitiva e suas primícias
A era pós moderna e suas modernices
A humanidade mudou 
E todos os seus valores
A presa
A pedra
O aço
O ouro
O dólar
O que parecemos ser
A virgindade
O poema
O poema e a virgindade
Antes guardado
Quase sagrado
Sua ausência pecado
Um prêmio a ser dado
Hímen em síntese
Tudo de si 
Esse foi meu poema
Tudo de mim
Em síntese
Que foi dado
Que foi rompido
                                                  Mas não corrompido
Sangrado
Na bruma com lágrimas
O que se foi
E ninguém mais se importa
Com o poema
Mas algo ficou
E ninguém mais se importa 
Com o poema
Latrocínio no jornal
Por um par de tênis
Eu caço os verdadeiros valores do meu tempo
Não a virgindade mas o amor
Não um poema mas o amor
Nada mais que a vida
Nada vale mais do que a vida

Alguns poemas não têm valor
Realmente
Os que fiz com o que peguei do chão
Os que fiz com o que sobrou de mim

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Sobre o quê escrever ? Com o quê escrever?

Há tempos
Quando não escrevo
Há tempos
E surge o desejo silente de escrever
Sobre o quê escrever
Sobre o quê escrever
E pior
Pqp
E pior meu peixinho
É com o quê escrever?????
Com o q
Sobre o que escrever ?????
O que escrever sobre o quê?????
O que escrever sob o quê ?????
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A realidade
Lava jato
Reforma da previdêcia
A reação Iluminatti
Sobre o que o povo deve temer
Hj no meu carro eu desviei de um gato recém-atropelado couro vísceras e sangue
A realidade que os olhos não conseguem captar
A realidade que não podemos perceber
De onde vem a dor que começamos a sentir?
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Sobre mim
O amor no pensamento
O amor que é sentimento
O amor que é comportamento
E a grande verdade
Que eu sou a origem de todos os meus problemas
Pensamento Sentimento Comportamento
Ontem foi o dia do amor
Não foi feriado nem ninguém comemorou
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Com o quê
Palavras raras
Termos esdrúxulos
Vocábulos cabulosos
Expressões idiossincráticas
Versos inversos reversos perversos de um universo incontroverso
Essa escultura feita de mármore de carrara
Argila de cemitério
Tudo bem pincelado com meu sangue
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Da simplicidade das coisas, das palavras, sentimentos, da vida e dos poemas....
Quando o céu está sem nuvens
Bem azul é meu estado de espírito
Ou céu chumbo derretido e convertido 
Não há muita coerência entre 
O pensar e o agir
O agir e o sentir
O sentir e o amar
O amar e o mentir
O mentir e o chrorar
O chorar e o sorrir
Deve ser meu signo
Que contraria meu ser
Identifique o que de bom eu penso
Aproveite o que de bom eu faço
Perdoe o que de bom não tenho
Se fosse só um poema
Eu não to diria
Pq fiz com meu sangue

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Janelas e visões

Às vezes
Meu corpo é casa
E os olhos são janelas
E olho o mundo 
De dentro de mim
E me sinto à margem do mundo
Como todos os poetas marginais 
Dentro de mim fico tranquilo
Seguro
Se te convido pra entrar
É porque te amo
E quando saio
Boto uma roupa confortável e vistosa
Tipo um terno verde limão
Impenetrável tal qual armadura
Combinando com meu sorriso amarelo
E procuro interagir
Sei que ninguém quer saber
Do que há lá em casa
Mas pode ser que alguém goste:
Um LP do Pink Floyd
Um k-7 do The Smiths
Um velho quadro estrelado
Um cão híbrido de dragão
Café com queijo e balanço de rede
Uma velha edição de Flores do Mal
Em cima da mesa
Um potinho de carinho
Devemos receber bem as visitas
Poderia recitar poemas
Mas sempre ofereço água gelada
Ou um café bem quentinho
Depois do trabalho
Depois do bom combate
Depois da tempestade
A sensação de chegar em casa
Não cabe num poema