segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Sandman - Estação das Brumas (capítulo 1)

MOTE
Que a misericórdia do Senhor
Se estenda aos suicidas



VOLTAS
Era uma vez um lugar
Que não era um lugar
Um local de dor
E chamas
E gelo
E pesadelo
É o Hades

Lar das almas 
Desesperadas
E não aparentes
Lar dos que foram amados
E não amaram
Ou vice versa
Em verso
Lar dos suicidas?

Um romance
Entre o Sonho e Nada
Um flerte 
Na escala do tempo
De duração das galáxias
E se o amor não acabou?
E se não fizermos o que devemos fazer?
É o destino?
Quando não temos escolha

Um brinde:
Aos amados ausentes
Amores perdidos
Velhos deuses
E à Estação das Brumas
E que cada um de nós
Sempre dê ao demônio
O que lhe é merecido
E sempre dê ao Senhor
O que lhe é de direito

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Sandman - Estação das Brumas (Prelúdio)

Eventos sórdidos
São postos em movimento
Brumas
No jardim do Destino
As trilhas se bifurcam
Você sonha com as estradas do destino
Com os passos dados
Com os que não deu
Destino mantém seus segredos
Pois os caminhos são longos
Destino cheira a bibliotecas empoeiradas à noite
Não deixa pegadas
Não projeta sombras

Um dia você chuta uma pedra
Em um dos caminhos que escolheu
Ou foi o caminho
Que escolheu você?
Pedras que se movem
Um segredo
Bifurcacões
Polissemia de "pedra"
Opala
A pedra lavrada
A pedra ungida
A pedra chutada
Que o construtor ignorou
Que a criança pegou
Que a criança jogou
Virá a ser jóia?
Virá a ser utensílio?
Virá a ser construção?
Ou pode ser a primeira
A pressionar teu caixão?