quarta-feira, 27 de julho de 2016

Jimmy O Detonador

Então
Jimmy
Jimmy O Detonador
Saiu a detonar tudo por aí
Detonando Detonando e Detonando
Primeiro explodiu os valores da família
Explodiu a punição
Explodiu a recompensa
Explodiu as ordens
Explodiu depois os valores da nação
Explodiu a ordem
Explodiu a bandeira nacional
Jimmy O Detonador
Jimmy explodiu os valores sociais
E toda que regra de convívio
Que lhe empurraram goela abaixo 
Jimmy O Detonador
Nunca soube o que é amizade
Apenas explodir
Explodir Explodir e Explodir
Sentia que pra isso nasceu
Antes de perder alguma coisa
Era melhor explodi-la
Jimmy O Detonador
Antes só que abandonado
Era necessário explodir o que é velho
A tradição
O passado
Explodir no presente
Explodir tudo
E do caos 
Surgirá o novo
E as cinzas fertilizarão a terra
Jimmy O Detonador
Jimmy vive no limite
No limite da sanidade
Na borda
Borderline
Jimmy O Detonador
Algo não deixava Jimmy partir
Partir pra outra dimensão completamente
Era uma crença bem pequena
Bem no fundo do seu peito
Entre a pólvora e a chama
Jimmy O Detonador
Acreditava na humanidade 
No amor
A Islandia acredita em gnomos
Ele também
Um pouco de bondade 
Um pouco de carinho
A compaixão humana
Jimmy O Detonador
Todos pedem a a Jimmy 
Não exploda o amor
Nem os dentes de leão
Nem os peixinhos de aquário
Jamais exploda uma loira sensual
Ou gnomos
Nem jardineiros
Nem enfermeiros
Tampouco poetas
Veja Jimmy
O mundo pode ser um lugar bonito

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Precisando de atenção

Botando as coisas pra fora
E botar pra fora
As coisas que estão dentro
Figuras horrendas do subconsciente fiquem onde estão
Palhaços assustadores
A escuridão completa
Crimes sexuais
Todos os fracassos
E filmes de terror
E outros

No mundo exterior
Ando por aí
Por acolá
Catando lixo
Não lixo, lixo, lixo, lixo mesmo
Catando o que jogam fora
O que não usam mais
Catei pelo mundo
E levei, lavei e guardei
Um cofrinho quebrado
Cheio de sonhos ainda
Pássaros esperançosos
Cadeiras preguiçosas
Couves-flores
Buquês de flores
Só os Buquês de flores meio murchos revelam a essência da paixão
Sapatos velhos que andaram em tantos lugares
Existem outras pessoas
Procurando como eu
O que ninguém mais quer
Um pouco de gentileza
Uma ficha telefônica
Por aí, catando, reaproveitando
Reciclando
Cato qualquer tipo de amor que achar
Pode estar velho
Quebrado
Ultrapassado
Cato toda migalha de amor
Em olhares, sorrisos, apertos de mão, abraços, beijos, palavras suaves...
Quem já catou o amor num olhar materno?
Certa vez, achei um gatinho de plástico chinês
Que sorte!
Não mexia a pata
Então não servia
Gatinho de plástico chinês
Onde estão seus donos?
Por acaso, estás como eu a procurar?
Uma casa-corpo para te abrigar?
Te levarei comigo
E se gostares de mim
Nos completaremos
Estou meio quebrado agora
Mas ainda posso servir