terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Quando dormia bêbado na rua era o sol que me acordava

Voltei
Sou junkie baby
Uma espécie de super bactéria
Que teima em não morrer
Voltei
Da escuridão
E da lama que usei
Pra obscurecer meu coração
Odiei
Com pus e absinto
Como um tigre faminto
Caminhei nas trevas
No lado mais negro da força
Abraçado com o medo
Enforcado em prazeres
Flores e flores odores podres
Manias maníacos manicômios
Fêmeas efêmeras e pherômonios
Mulheres vulgares que amei
Em camas de concreto
Fazer coisas sem sentido
Sem os sentidos
E para os sentidos
Não me explicar
É tipo assim
O que não mata fortalece
O corpo envelhece
E não morro
Sou junkie Baby
Se vc se embriagasse
Chapasse
Ficasse doidona
Aí veria claramente
Veria a poesia que eu vejo
Que chega como sol
Aquecendo a pele
Queimando o orvalho
E essa luz que agride meus olhos embriagados
Me contenta
Pois vejo a verdade
E choro
Com alegria mergulho em lágrimas
E surjo
Com a valentia cavalgando em meu peito
Estou forte agora
E amo
Venha fogo!
Acender meu espírito
Ascender meu espírito
Agora posso ver
Pétalas e luz
Agora posso sentir
Sol girassol meu coração
Agora posso esquecer
A morte da Bertoleza
E de sua verdadeira beleza
Já falei sobre isso
O melhor dos aromas
Mulher pós banho
Abacaxi com pimenta
Sabe pra onde o trem da loucura leva
Pra uma poesia de Randy Rhoads
On the road
É isso baby
Pé na estrada
Te espero com amor e paixão
Depois daquele arco íris

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