sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Destrua-me



Seja luz, calor!

Destrua-me escuridão e frio

Me transformando

Procurar

The wanted
A poesia
Ainda procuro a poesia
Nos poemas 
No meu mundo
Num beijo de lábios macios
Ácido lisérgico
Estado letárgico
Cheiro de livro novo
Cheiro de livro velho
Cheiro de mulher pós banho
Procurando poesia 
E o prazer poético
A poesia
Onde andará?
No mundo digital?
Em baixo das pedras?
No fundo do mar?
Num desfile da Portela?
Numa música aquarela?
Talvez
Sempre procurando
Procurando o que esqueci no poema
Mas vc pode achar
O que vem por trás da minha alexitimia
Da tristeza que escondi
Por trás de um verso

Da alegria que deixei atrás da palavra
Lutar por algo e conquistá-la
Amá-la 
Palavra
O amor que escondi embaixo do capacho
Bem vindo!
E vc pisou 
Passou por cima sem saber
Havia tantas coisas ali que batizei de amor
Escondi traumas nas rimas
Todos os sentimentos escondidos
Na estrofe única
Tudo escondido
Quem achará  a poesia
Anjos montados em corcéis?
Demônios cavalgando em bordéis?
Quem achará meu desejo?
O que escondi no poema
Acharei quem me ame?
Acharei a quem amar?
Procurando
Sempre procurando
Perguntas demais me confundem

A poesia é um sentimento
Fogos de artifício que sentimos no peito
O amor é nascente de rio
Também fica no peito

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Desejo silente

Há muito que não escrevo
Há muito tempo
Há muito o que escrever
O tanto da vida
Até onde o sopro de vida for
Mas eu sinto
Sinto uma pequena brasa
Que está sob o pé
Um desejo silente de escrever
De ver um poema nascer
Porque ainda sinto
Ainda sinto 
Todas as dores
E amores
E tremores
Enquanto viver
Terei que escrever
E não importa se é bom ou ruim
Isso é uma questão de relatividade
E há tantas coisas 
Isentas de relatividade
O primeiro choro ao nascer
O último suspiro ao morrer
Borboletas azuis nos campos de girassóis
Quando quase beijamos pela primeira vez
Um casal idoso
A cura de um leproso
Se eu conseguisse ver um anjo
E se eu voasse entre arco íris
E poemas marginais que voam
À margem de toda estilística
Hj pensei muito em vc
Na vida sem vc
Em sentimentos silentes
E por que todo amor verdadeiro
É negar a si mesmo
De forma silente egoísta e contraditória
E negar o que sentimos
Pra ficar com quem amamos
É a forma mais vil de egoísmo
O amor é silente baby
Caracóis que se movem
Como o sexo matinal
E meu desejo guardar
Por trás do meu olhar
Pra vc descobrir

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Quando dormia bêbado na rua era o sol que me acordava

Voltei
Sou junkie baby
Uma espécie de super bactéria
Que teima em não morrer
Voltei
Da escuridão
E da lama que usei
Pra obscurecer meu coração
Odiei
Com pus e absinto
Como um tigre faminto
Caminhei nas trevas
No lado mais negro da força
Abraçado com o medo
Enforcado em prazeres
Flores e flores odores podres
Manias maníacos manicômios
Fêmeas efêmeras e pherômonios
Mulheres vulgares que amei
Em camas de concreto
Fazer coisas sem sentido
Sem os sentidos
E para os sentidos
Não me explicar
É tipo assim
O que não mata fortalece
O corpo envelhece
E não morro
Sou junkie Baby
Se vc se embriagasse
Chapasse
Ficasse doidona
Aí veria claramente
Veria a poesia que eu vejo
Que chega como sol
Aquecendo a pele
Queimando o orvalho
E essa luz que agride meus olhos embriagados
Me contenta
Pois vejo a verdade
E choro
Com alegria mergulho em lágrimas
E surjo
Com a valentia cavalgando em meu peito
Estou forte agora
E amo
Venha fogo!
Acender meu espírito
Ascender meu espírito
Agora posso ver
Pétalas e luz
Agora posso sentir
Sol girassol meu coração
Agora posso esquecer
A morte da Bertoleza
E de sua verdadeira beleza
Já falei sobre isso
O melhor dos aromas
Mulher pós banho
Abacaxi com pimenta
Sabe pra onde o trem da loucura leva
Pra uma poesia de Randy Rhoads
On the road
É isso baby
Pé na estrada
Te espero com amor e paixão
Depois daquele arco íris