quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Unicornios&outrasdrogas




Passo um tempo
Às vezes
Sem poesia
Me falta uma parte de mim
Boa ou má?
Não sei
Maldito Platão! 
A tirar a beleza perfeita e insuspeita
Das coisas terrestres
Se não somos perfeitos 
Por que o amor seria?
Entre luzes de faróis
Os sons da cidade executam-se em uníssono
Já não me incomodam
Os cheiros degradantes
Das cidades grandes
Preto cinza branco
Efeitos degradês
Das cidades e das grades
E das ansiedades
De viver hoje o amanhã
Mas sou junkie peixinho
Fortaleço-me em ambientes hostis
Escrevendo
Sobrevivendo
Sobrescrevendo
Na metópole me disperso
Em longo wifi
Mas o que me completa ainda?
Faço uma palavra com letras do verso acima:
Dolantina
Poesia que alivia a dor
Isso mesmo peixinho
Por isso ela me completa
Vc já sabe 
É hora de poesia
De unicórnios e outras drogas
E enquanto a mente se contorse e dispersa 
Em distorções guitarrísticas do Kasabian
Acelero meu velho Mustang
Com a boca dormente
A olhar através dos meus olhos 
Como se eles fossem janelas
Ou uma câmera de baixa definição
Vc em meu peito
Faróis postes que passam
Vejo um balé de mendigos
Putas e fadas
As que voam e as que fazem voar
É óbvio
Obliviate que me faça esquecer
O mustang voa
Passo por meteoritos e cometas
Bêbados em andrômeda
Ei, garçom!
Há carpas e kings no meu drink
E haikais nos guardanapos
Não os leve
Só quero saber se foi eu quem os fez
O gelo derreteu
É fim do inverno
Voe mustang, voe!
Entre unicórnios
Vamos proclamar bem alto
A todos os orcs da terra média
Vcs podem ser bons
O destino final não importa
O caminho não importa
Como vamos não importa
Ou com quem
Só importa a escolha
O dever e poder de escolher
Tudo bem, mustang...
Se quiser
Seja unicórnio

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