segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Insight

Zumba Zmbido Zumbi
Ando no mundo
Como o mundo anda
Numa histeria controlada e latente
Vida cibernética
Estado letárgico
De um vício sintético
Açucar dietético 
(Mais um grande paradoxo)
Também ando assim
Como o mundo anda
Uma loucura controlada e aceitável
Quando toda loucura for aceita
Ela não existirá
Pois toda loucura legítima é inaceitável
Ontem enquanto esperava
Meu Rivotril fazer efeito
E ouvia uma música  Follow me
Uma música que fala de proteção
Em 45  rpm
E quando olhei pra vc
Lembrei que te amava
Que te amava muito
Não é que tivesse esquecido
Mas me veio essa lembrança na mente
Como um insight
Um insight paradoxal
De descobrir o que já se sabe
Tentarei me esforçar mais
A verdade é que amar demanda algum esforço
Não deixemos amor
O amor à margem do mundo
À margem da vida
Andando em nós por aí sob a pele
Sendo executado em segundo plano
Te amo
Apesar dos pesares
Te amo 
E tentarei vestir esse amor
Será vestimenta
Que andará comigo por aí
Será visível
Confortável
Me cobrirá
Me aquecerá
Me protegerá
E nas noites de chuva ou frio
Colocarei em você

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Unicornios&outrasdrogas




Passo um tempo
Às vezes
Sem poesia
Me falta uma parte de mim
Boa ou má?
Não sei
Maldito Platão! 
A tirar a beleza perfeita e insuspeita
Das coisas terrestres
Se não somos perfeitos 
Por que o amor seria?
Entre luzes de faróis
Os sons da cidade executam-se em uníssono
Já não me incomodam
Os cheiros degradantes
Das cidades grandes
Preto cinza branco
Efeitos degradês
Das cidades e das grades
E das ansiedades
De viver hoje o amanhã
Mas sou junkie peixinho
Fortaleço-me em ambientes hostis
Escrevendo
Sobrevivendo
Sobrescrevendo
Na metópole me disperso
Em longo wifi
Mas o que me completa ainda?
Faço uma palavra com letras do verso acima:
Dolantina
Poesia que alivia a dor
Isso mesmo peixinho
Por isso ela me completa
Vc já sabe 
É hora de poesia
De unicórnios e outras drogas
E enquanto a mente se contorse e dispersa 
Em distorções guitarrísticas do Kasabian
Acelero meu velho Mustang
Com a boca dormente
A olhar através dos meus olhos 
Como se eles fossem janelas
Ou uma câmera de baixa definição
Vc em meu peito
Faróis postes que passam
Vejo um balé de mendigos
Putas e fadas
As que voam e as que fazem voar
É óbvio
Obliviate que me faça esquecer
O mustang voa
Passo por meteoritos e cometas
Bêbados em andrômeda
Ei, garçom!
Há carpas e kings no meu drink
E haikais nos guardanapos
Não os leve
Só quero saber se foi eu quem os fez
O gelo derreteu
É fim do inverno
Voe mustang, voe!
Entre unicórnios
Vamos proclamar bem alto
A todos os orcs da terra média
Vcs podem ser bons
O destino final não importa
O caminho não importa
Como vamos não importa
Ou com quem
Só importa a escolha
O dever e poder de escolher
Tudo bem, mustang...
Se quiser
Seja unicórnio