quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Avante, titãs !!!

Shingeki no kyojin


Hey, mãe
Eu tenho uma guitarra elétrica
E já não esquento a cabeça

Hey, mãe
O gigante Golias
O gigante Prometeu
O gigante de João
O gigante de Eren
O gigante de Jack
O gigante do Pão de açucar
O gigante interior
O gigante acordou

Hey, mãe
As metrópoles são gigantes
E todos os gigantes devoram pessoas
Eu olho as cidades
A devorarem as pessoas
Com violência
Com trânsito caótico
Com trânsito narcótico
Consumindo-as com consumismo
Com ansiolíticos e emsimesmismo
Com e sem maniqueísmo
Com ideologias e apologias
A população obesa
Parasitas do gigante
Em relação simbiótica
Simbiose
Pessoas, Predadores, presas  e parasitas
Os muros e as grades
As pessoas e as cidades

Hey, mãe
É por isso que prefiro sair à noite
O gigante parece dormir
E saio por aí
Com poetas, bichos, baratas, ratos
E outros bichos escrotos
Que ao gigante não interessa devorar
Metrópole, Erisictão é o teu nome

Gigante a alimentar-se de si mesmo
Simbioticamente
Eternamente

Tipo ouroboros

Hey, mãe
O gigante me dá medo
Por isso não desperto
Meu gigante interior
Poderia o peixe
Rebelar-se contra a água em que vive?
Poderiam as andorinhas
Rebelaram-se contra vento e o céu azul?
Poderia a luz das estrelas
Rebelar-se contra a escuridão do cosmos?
Não posso mais rebelar-me
Já não saio mais com Jimmy
A explodir a cidade
Não há mais o que explodir agora
Quando descobrimos
Que a cidade somos nós

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