quinta-feira, 8 de maio de 2014

Contando o tempo

Contei o tempo em verões
Contei luas cheias no céu
Ampulhetas de areia
Calendário maia chinês judaico romano
Caleidoscópio de tempo humano
Conto as ondas do mar
Rebentando na praia
Faltam quantas pra você chegar?
Tenho tara pelo futuro
E pelo que há de vir
Um música do passado
No balanço das horas tudo pode mudar
Mas quando você chegar
O tempo vai parar
E esquecerei de todos os astros
Que contam o tempo
E ficarei tão feliz que dançarei
Com Gene Kelly na chuva
Chuva de meteoros
Meteoros de Pegasus
Mas quando você chegar
Não haverá quandos
Conjunções subordinativas temporais
Você chegará simplesmente
E guardará todo tempo do mundo
Pressionado em seus lábios
Esconderá as horas detrás dos seus olhos
E o movimento de translação em seu colo
E caminho meus dedos
Num calendário tatuado em seu corpo
Cujo o último mês do ano
Se chamará paixão
E o último dia do ano
Será feriado: Dia do amor
E a último instante do dia
Será um segundo do seu sorriso
Antes de expressivas reticências ...

2 comentários:

  1. Você, como eu, é fã das reticências, oh quanta poesia encerram!

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  2. Com certeza! Adoro como e o que vc escreve também!

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