segunda-feira, 21 de abril de 2014

13 linhas para viver

1 Gosto de você sem saber o porquê
2 A lágrima é o corpo consolando a si mesmo
3 Te amo com todo o meu ser, em silêncio
4 Um verdadeiro amigo...    quem tem?
5 Querer alguém nem sempre é suficiente
6 O sorriso e o amor quanto mais damos, mais nos fazem bem
7 Você é apenas duas partes do meu meu mundo: o chão que piso e o ar que respiro.
8 Infelizmente, só sabemos o valor do tempo quando já não temos muito
9 Quem sabe Deus te deu uma pessoa imperfeita sabendo que é perfeita pra você
10 Nos relacionamentos humanos, o único momento em que o riso vem depois do pranto é no nascimento de alguém
11 Confie em todos, a desconfiança não vai impedir que as pessoas te machuquem
12 Tornar-se uma pessoa melhor é uma luta que nunca acaba, por isso é que quando você souber quem você é e os outros já souberem quem você é, já pode até morrer
13 Sempre dê o máximo que você pode dar e sempre tente ir além, porque quando você perder terá respeito e quando vencer terá satisfação





Gabriel Garcia Marques te amo porque te amo e ponto final.


domingo, 13 de abril de 2014

Vozes do além

Não é tão difícil fazer um poema
É mais um ato filosófico
Ou logosófico
Sei lá
Me pego pensando no passado
E faço um poema
Observo o tempo presente
E faço um poema
Imagino um futuro distante
E faço um poema
De qualquer coisa que penso
Observo
Sinto
Imagino
E faço um poema
Tragédias humanas
Amores orgásmicos
Amores fraternos
Traumas infantis
Desajustes do casamento
Revolta urbana
Outro dia presenciei um milagre
De tudo que vivemos
E faço um poema
Ainda assim 
Às vezes é difícil fazê-lo
A página em branco
É muito ansiosa
Posso fazer um poema de amor
Todos gostam
Ainda ando de mãos dadas
Acho romântico e significativo
Penso no nosso amor
No riso depois do amor
Na dor de mãos dadas com o amor
E faço um poema
Digo pra mim mesmo
Faça um poema feliz desta vez
Que tenha risos orgásmicos
Olhares que se tocam
Abraços desinteressados
Seu prato preferido
Caminhar de mãos dadas
Falar às vezes que ama
Miudezas de amor
Então me digo
Faça um poema de amor
E faço um poema
Que psicografo de mim mesmo

sábado, 5 de abril de 2014

No final do poema, um pouco de poesia

Esfinge Estige Estigma Estigmata
Enigma que mata
O homem é a resposta do homem
Poemas que me matam
Me mutilam sutilmente
Ansioliticamente 
É o que sinto
Se for um poema de amor
Todo amor é platônico
Num plano inalcançável
Este é um típico estigma que mata
E assim os versos vão me mutilando
Os estigmas das plantas
Os estigmas das mulheres
Que recebem o pólen
Que recebem o sêmem
Sinto muito, peixinho
Não coloquei "poeta" no meu perfil da rede social
Poetas são lunáticos, esquisitos, lunatizados
Em resumo: estigmatizados
Mas indignos de receber os estigmas de Cristo
E por falar em lua
O pouco de poesia de que falei
Nos imagine na lua
Saltando de mãos dadas
Riríamos muito
Na gravidade zero
Sem russos ou americanos
Só minhas piadas sem graça
E meus trejeitos infantis
Na gravidade zero
Balas de borracha e coquetéis molotov
Pms e black blocs jogando beisebol
Na gravidade zero
Peixinhos coloridos flutuantes
Bebê flutuando na capa do Nevermind
Tudo é tão mais bonito
Na gravidade zero
Por do sol sem horizonte
Luz que se esvai sob a terra
Na gravidade zero
Temos mais de setenta anos
Somos imperfeitos
E foi assim que conhecemos o amor
E te beijo ardentemente
Só mais um ato de amor
Para depois assistirmos abraçados
Das penumbras da lua
Um lindo eclipse