quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Poeta

Já fiz quase tudo que as palavras permitem
Combinações semânticas e rimas paralelas
Já disse e escrevi coisas lindas e belas
E coisas que nem a uma besta se dizem

Uma vontade inexplicável de se expressar
Sem objetivo específico real e aparente
Mil vezes nos versos a me confessar
A amar! Odiar! E tudo mais que o peito sente

Acalmei quem me odeia com palavras amenas
Já feri que me ama com palavras pequenas
Superestimei e subestimei o poder do dito e escrito

Mas tudo que eu disse fluiu de dentro do peito
E quando a delirar no meu último leito
Perdoem o que diz este poeta maldito

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