quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Cega-me, Deus !

Cega-me, Senhor! Que a visão não me fará falta
Pois não sei bem pra onde vai este caminho
E a Ti não veria nem sobre a montanha mais alta
Pois que És Onipresente e ainda me sinto sozinho

E sei bem que sou tolo a guiar-me outro tolo
Mas quem sabe a sabedoria seja martelo
E assim todo erro é cometido com dolo
E um caminho de dor e espinho vejo-o belo

Se estou errado e ainda achar que sou certo
Cega-me! Como a Saulo fizeste no deserto
Cega-me! Se a bússola a guiar-me chama-se desatino

Nada pior que saber que não sabemos de nada
E descobrir muito tarde que erramos a estrada
E que as nossas escolhas é que escolhem o destino


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