sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Aos que morreram bebês

Haveria razão numa morte prematura?
O quê, alma recém partida, tu nos ensinaria?
Se escapasse com vida o que faria?
Vida louca, vida, vida breve, morte, vida dura?

Vil incubadora, dessa vez não ajudaste
Saudade dos momentos nunca vividos
Beijos maternos não dados, inexistidos
Apenas a ausência é o que nos deixaste

Não pecastes, eu sei, anjo ao céu retornou
Lágrimas e ranger de dentes à mamãe deixou
Avante caravelas, salgado é o mar doce é o sorriso

É preciso o verão, para um novo inverno?
Será preciso sofrer uma estadia no inferno
Para, por um instante, vislumbrar o paraíso?

2 comentários:

  1. Por um momento lembrei Cazuza.
    Em 1989 morreu meu filho do meio ainda criança, é uma tristeza grande,
    quando lembro ainda choro. Por outro lado vejo que Não viveu para não ter que ver esta violência
    que estamos presenciando neste país.
    Desculpe o desabafo.
    Beijos!!!!

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  2. Não precisa se desculpar, se este poema te tocou, ele também é seu !!!

    Bjs Janice

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