quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Surreal

Passeando entre sóis
O sal da  terra sois vós
Cantores sem voz
Que será de nós?
O universo, um miolo de noz
O universo é frio
Mas meu corpo é quente
Caminhando descalço
Furei meu pé nas estrelas
E de meu sangue plebeu
Surgiu uma triste nebulosa
Catei uns cometas e uns centauros
Uns satélites iluminados
Coloquei tudo num pote de cristal
E te darei essa linda luminária
E quando te afligires
Com as coisas reais
O aluguel, o pecado, o trânsito,
O meio ambiente, a malária
Olhe pra ela
Olhe para luz
Sempre olhe para luz
E verás que a vida
Pode ser bem mais
Do que os olhos podem ver
Do que os bolsos podem ter
Do que os sonhos podem ser


2 comentários:

  1. caminho desencontrados, olhos que se perdem... sempre haverá versos quando podemos sonhar...

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  2. Que bom que sempre existiram versos...

    Obg Suzana Abçs

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