quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Teatro do absurdo

Deus e o diabo na platéia, atentos a cada cena
Vendo homens que escrevem o próprio roteiro
Que lutam, as personagens principais da arena
Homens que vão além, do encontro com o coveiro

E há os ditos coadjuvantes, vida fútil e pequena
São barcos à deriva, sem destino, sem barqueiro
Usam uma máscara feliz de bicho, de uma hiena
E criam a si mesmos dóceis, em seu próprio cativeiro

Quando um homem anda no caminho que escolheu
Não importam as pedras, a dor, a solidão, o breu
Cai! Levanta! E ama o combate que se dá em cada passo

Hiena! Na hora fatal saberás a irrelevância da tua vida
Contarás apenas dois ou três para a última despedida
E verás que o dinheiro não impede o teu fracasso

2 comentários:

  1. . . .
    Não importa as pedras, ...
    Allisson, cada poema é uma glória. Que ótimo este aqui. Parabéns!!!
    Beijos!!

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  2. Abç Janice, aprendi a ter um sentimento muito legal por vc e pelo que vc escreve. Bjs!

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