quinta-feira, 11 de julho de 2013

O poeta que decorou o quarto

Trouxe adereços pra adornar nosso lar
As ruas são trincheiras, homens com fuzil
Precisamos de um ninho sob o céu anil
Precisamos da fuga e da serenidade do mar

Deitaremos no balanço do oceano para dormir
E nosso novo abajur será o cruzeiro do sul
Os lençóis serão de céu, estrelado ou azul
Travesseiros serão nuvens, pra no sono subir

No banheiro: nascente de rio, água pura constante
O despertador será um canto de sábia que insinua
Que o sonho faz uma pausa pra vida rompante


Ia trocar o grande espelho do teto pela lua
Adormecer vendo a lua, linda, serena, brilhante
Mas prefiro ver você linda, dormindo, nua



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