sexta-feira, 14 de junho de 2013

Uma moça enlouquecida




Aquela moça enlouquecida
Improvisando a sua música e poesia
Dançando na rave, a alma apartada de si mesma
A subir e descer aonde não sabia
A esconder em meio à fumaça de gelo seco
A mente quebrada

Eu proclamo a essa moça algo de belo e alto, ou algo
Perdido heroicamente, achado heroicamente.
Pouco importa os pais ditadores e distantes
Pouco importa o aumento do salário mínimo
Pouco importa a doença sexualmente transmissível
Pouco impota o afeganistão
Pouco importa a esmola natalina
Pouco importa o que a Coca-Cola fez na Índia ou na China
Pouco importa a nudez de Scarllet Carolina
E daí? E daí? E daí? E daí? E daí? E daí? E daí?


Ela envolvia-se em desesperada música
Ela envolvia-se, envolvia-se
E não ergueu seu triunfo
Onde drink and pills repousavam
A felicidade acionada pelos alucinógenos
É tão legítima quanto a falta de dor
Proporcionada pela dipirona sódica
Som que fosse trivial e inteligível
House, Eletro, Techno, Minimal, Psy, Trance
Porém cantou:

"Yes, I'm just a soul whose intentions are good
Oh Lord, please don't let me be misunderstood"






poesia derivada de A Crazed Girl  de William Butler Yeats



4 comentários:

  1. Pois é...
    É difícil não ser mal interpretada...
    Grande abraço, Alisson!

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  2. Só queremos ser felizes, não é mesmo?

    Abç Gheramer!!

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  3. Acho que alegria é bem isso. É não se importar com alguns mínimos detalhes, quem dirá com os maiores. As vezes querem nos julgar pelo que fazemos e nãos e preocupam com nossa essência. Também proclamo algo belo à esta moça. As rimas ficaram impecáveis. Os substantivos com pouco uso também foram muito bem empregados e a súplica no final fechou com chave de ouro. Mais uma vez, belíssimo Allisson.

    Abraços, do amigo Diego.

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    1. Obrigado pela visita amigo Diego, Beleza e essência, coisas inseparáveis da poesia e que fazem muito bem à vida, à minha pelo menos!

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