quarta-feira, 10 de abril de 2013

Por que bebem quando saem do trabalho?

Labor absinto labirinto
O primeiro castigo do homem
O suor que molha meu rosto
Misturo ao trigo e faço um pão
A Vida é a uva, o poema é o mosto
Poesia é prazer e não profissão

Um gole de mosto, vinho, sem vício
Pra relaxar os nervos e suportar as dores
Da osteoporose dos ossos do ofício





2 comentários:

  1. Texto excepcional. Aqui Allisson, você consegue transformar o abstrato da poesia em algo concreto, se é que é possível (rs), quando compara o mosto ao poema e a vida à uva. Assim como o mosto depende da quantidade de uvas o poema também depende das experiências da vida. E sim, concluiu de forma belíssima. A poesia relaxa os nervos e conforta os ossos de nós que temos que suportar o árduo labor nosso de cada dia. Parabéns! Abraços, do amigo Diego.

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  2. Obrigado, amigo Diego!

    O que seria da vida (a minha pelo menos) e do labor rotineiro se não fosse essa delícia que chamamos de arte, poema, poesia... retirada da mistura do que sentimos com o que chamamos de real?

    Parece até que tiramos "leite de pedra", mas como prefiro vinho a leite,então...rsrsrsrsr

    Abração!

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