quarta-feira, 3 de abril de 2013

O poeta saiu por aí pintando o mundo

Mote

"De você fiz o desenho mais perfeito que se fez
Os traços copiei do que não aconteceu
As cores que escolhi entre as tintas que inventei"




Voltas

Pintei dores e amores em versos multicores
O branco é todas as cores e luzes
E o preto é todas as cores e cruzes
O luto é sem luz, minhas roupas pintei
Toda matéria tem cor, que a luz revela
O sangue vermelho, pus amarelo e luz de vela
As cores que escolhi entre as tintas que inventei

 Ausência de cor não é preto é transparência
Revelam a alma, são transparentes as córneas
Doem as minhas, leram a bíblia e viram esbórnias
Sinais de infinito nas laterais do horizonte pintei
A vida passa, por um pouco mais a arte permanece
Vermelho paixão, amarelo que escorre e aquece
São as cores que escolhi entre as tintas que inventei

 O mundo: foto cubista pintado em preto e branco
As pessoas: signos de si mesmas na tela desbotados
Por isso, traços tortuosos e versos inusitados
Por isso, tatoo de Pierrot em meu peito pintei
Chapéu de arco-íris, caleidoscópio e aquarela
Pintei o mundo e as pessoas, pra vida ficar bela
Com as cores que escolhi entre as tintas que inventei


mote retirado da música "Acrilic on Canvas" da banda "Legião Urbana"



Poema para Fernanda Waléria, Feliz Aniversário!


4 comentários:

  1. Muito lindo o que está escrito é o tipo de poema que gosto, solto, colorido...

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  2. Fico feliz que tenha gostado Claudia!

    obrigado pelo comentário!

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