quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Namorar um poeta é um problema de comunicação


Você me pergunta porque eu sou tão calado...

Vou além deste corpo
Do verão e da fantasia
Este mundo é (e de) concreto
Aqui não tem poesia

Você me pergunta se eu gosto do seu beijo...

A pressão dos seu lábios
Céu e terra tocando o horizonte
Em saliva nadar e afundar
De mel e absinto és a fonte

Você me pergunta se eu gosto de estar com você...

Se o mundo estivesse no fim
Com poeira meteórica a terra a cobrir
Se estivesse deitado em seu colo
Acho até que iria sorrir

Você me pergunta se eu já te traí...

De repente, não mais...
Vinícius eu sou estranho, sem jeito
Não dá pra enfiar um punhal
Em meu próprio peito

Você me pergunta se eu gosto de você...

Menor somente que o amor
A Cristo, insisto e nunca desisto
De te fazer entender, compreender
Que é meu bem, mais bem quisto

Você fala que não entende bem o que eu digo...

Se você não entende o amor
Então é no mínimo um azar
Namorar um poetinha de nada
Sinto muito, não dá pra mudar...


2 comentários:

  1. Como diria nosso caetano "você não está entendendo quase nada do que eu digo". E nessa loucura de poesia, nessa arte. Temos problemas inevitáveis de comunicação com as pessoas a nossa volta. Até que encontramos mais loucos e a comunicação, quem sabe, começa a fluir um pouco mais. Parabéns Alisson, o título do poema é bem chamativo e curioso. Abraços


    O site mudou de endereço, acesse leaodegaza.blogspot.com.br

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  2. é isso aí Diego, acredito que o título é a alma do negócio, porque chama a atenção de quem vai passando,

    valeu pela visita!

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