quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Terceto pra depois do fim




Quando chegar o momento
Chegou o momento
Não terei nenhum verso no bolso
Apenas disfasia não patológica

Quando chegar o momento
Do vinho e da Maysa
Chegou o momento
De rejeitar teus olhos acebolados

Quando chegar o momento
Sem poesia, mão inerte
Página ao infinito e além
Chegou o momento

Chegou o momento
Quando chegar o momento
No fim, você pedirá uma poesia
Será tarde e apenas virarei as costas

Chegou o momento
Do esquecimento, do memento
Quando chegar o momento
Da reflexão pós-fim e pós mim

Chegou o momento
O orvalho dissolveu meus versos
E eu sei que você vai chorar
Quando chegar o momento

Depois de uma longa conversa ainda te fiz um terceto:

Em qual parte da estrada
Parei de ver seu sorriso
De mulher apaixonada?

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