quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

O Assassino




 O assassino a espreitar, a boca a beber sangue
A morte, sem motivo, vive! E a desgraça sobrevive
Assassinando a fé e a esperança que nunca tive
Um demônio sem face, um zumbi, um parasita
                                                                          Exangue).

A vítima, uma desconhecida, amordaçou o grito
Os olhos, a suplicarem a vida, mais e mais distante
O inferno é eterno. A morte, um instante
Com flores, pés e mãos juntas num cemitério
                                                                              Infinito).

O assassino ri, apunhalando o peito de uma criança
Uma criança linda, com sonhos de angelical semelhança
E no berço ensanguentado, misturam-se trevas e
                                                                      Inoscência ).

A vítima, o assassino, serão perdoados pelo destino
Não existe purgatório nem inferno para um assassino
Para ele, o purgatório é a vida; e o inferno
                                                                  A consciência).


2 comentários:

  1. Caramba, muito bom! Senti alguma coisa vermelho-escura enquanto li seu texto. Senti a alma do assassino, e você conseguiu fazer isso em poucas linhas. Caramba, parabéns!

    http://celene-cln.blogspot.com.br/p/a.html (Série "Alvas Casas")

    http://celene-cln.blogspot.com.br/2013/01/alvas-casas-aline-cor-de-ambar.html ("Aline cor de âmbar", primeiro post de "Alvas Casas")


    Abraço!

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  2. Também acho esse poema muito forte Leonardo,

    valeu pela visita!

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