quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Libertação


Livre enfim dos catetos e das hipotenusas
Das formas rígidas, rígidas métricas
Poesias acordis, sílabas esqueléticas
Estátuas horrendas que fiz lindas musas

Tristes anacolutos e inversões confusas
Muito bem escritas, escrotas poéticas
Mitologias fúteis, bobas, aristotélicas...
Analogias simplórias, ora contusas

Faço um laço Modigliane uma hora
Traço em aço em cubo Kandinsky agora
Deixo a mão livre deslizar no soul

Palavras se pedem e se completam
Elas me fazem poema e me libertam
Um verso livre, porque livre que eu sou



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