quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Blackout


Caminho pelas ruas à noite
As luzes me cegam
Percebo apenas o contraste
Entre luz e sombras

Percebo os movimentos
Rápidos furtivos assustadores
Sigo com as mãos nos bolsos
E o som dos bêbados

Pensamento transcende
Lama, baratas, som do metrô
E o mau cheiro que os mendigos
Usam para demarcar território

De repente, não mais que de repente
Blackout
Disparo de geradores de energia
Luzes fracas perante a força da escuridão

Então olho para cima
E há muito que não via as estrelas
E são lindas e brilham e piscam e brilham
Lua encoberta pelas nuvens

Pensamento transcende
Ao céu
Planetas estrelas supernovas cometas buracos negros nebulosas...
A casca de noz

De repente, não mais que de repente
Medindo a via láctea
Olhando para o infinito
Surge a minha pequenez

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