quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Eu quero te dar um amor




Um amor diferente
Porque é assim
Que eu sou assim
A cada dia pra sempre
Um amor simplório, singelo, belo e inglório
Malabares no semáforo

Você já percebeu
A beleza nervosa
Das folhas de um bambuzal
Tremendo, brilhando
Ao vento, ao sol
É nosso amor

É o amor que posso te dar
Que exige ações recíprocas
Carinhos e adulações
Bonito, humilhante
Um drible desconcertante
É nosso beijo

OOOOOOOOOOOLÉÉÉÉÉÉÉÉÉ!


Orarei a Jesus por sua saúde
Não toque nos meus discos e livros
Mesmo te amando
Ficarei puto!
Rápido inconstante
Vôo de libélula

E você vai querer esse amor
Porque no fundo sabe
Que apesar de silencioso
É o olhar dos caminhantes em procissão
Ele é verdadeiro
É o olhar de Van Gogh no auto-retrato

Se a verdade te machucar
Mentirei
Se a piada for conhecida
Sorrirei
Se estiver no SERASA
Pagarei
Se precisares de um rim
Doarei
Se quiseres panquecas
Cozinharei
Se surgirem estrias, varizes, celulites...
Cegarei
Se o labor for difícil
Ouvirei
E quando triste chorares
Chorarei
Se me pedires um filho
Darei
 Se precisares amar
Deitarei
Se não tiver muito a fim
Fingirei
Se precisares amar
Amarei

O amor que eu quero te dar
É como este poema
Mesmo que perca o padrão
De estrutura e versificação
Terá saído do meu coração
Você vai querer?

Nenhum comentário:

Postar um comentário